Uma Introdução ao Brasil/49.jpg |
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49. Vista geral de Ouro Preto. Muitos anos após o estabelecimento das primeiras povoações, as serras da região continuaram a ser um obstáculo para a exploração do interior. Os maiores povoados costeiros estavam concentrados na baixada fluminense em volta da cidade do Rio de Janeiro, onde prosperaram os engenhos de cana-de-açúcar, e, em menor grau, na baixada santista em São Paulo, nas imediações do porto de São Vicente. Ignorando o Tratado de Tordesilhas de 1494, que dava grandes áreas do Brasil à Espanha, várias bandeiras, grupos aventureiros de colonizadores armados, foram organizados, principalmente nas vilas paulistas, em busca de metais preciosos e de Índios, em redutos de Jesuítas espanhóis, para trabalharem nas propriedades agrícolas. Seguindo ao longo do rio Paraná, e mesmo subindo o rio Amazonas, as bandeiras ajudaram Portugal a assegurar o domínio do vasto território brasileiro. Após gerações de explorações, sendo os esforços do famoso bandeirante Fernão Dias Pais Leme um exemplo clássico, ouro e diamantes foram encontrados no final do século XVII, na região que ficou conhecida como Minas Gerais. A descoberta de grandes jazidas de ouro e pedras preciosas teve importante repercussão econômica, visto que na metade do século XVII, o ciclo do açúcar, suporte da economia colonial, começou a declinar constantemente em face à concorrência com o açúcar vindo das Antilhas. A maioria dos arraiais, ou povoados de mineração, que estavam concentradas no centro de Minas Gerais, eventualmente desenvolveram-se em cidades com Vila Rica (atualmente Ouro Preto), Sabará, Arraial do Tijuco (Diamantina, onde diamantes foram explorados), São João Del-Rei e Mariana. Milhares de especuladores e colonos se congregavam para minerar campos no interior, vindo dos povoados costeiros e até de Portugal, que inutilmente tentou controlar a emigração. (Knup, Introdução ao Brasil, U of NM, 1988)