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56. Fazenda de café no sul de Minas Gerais. O café, cuja produção dependia de mão-de-obra escrava, foi inicialmente plantado no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, especialmente no vale do rio Paraiba, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Com o fim do tráfico de escravos, nos meados do século XIX esta estrutura econômica entrou em crise. Para solucionar o problema da falta de mão-de-obra os plantadores de São Paulo encorajaram a imigração de europeus, especialmente trabalhadores portugueses, espanhóis e italianos, que chegaram em grande número. As plantações de café foram se expandindo para o norte e oeste de São Paulo, indo até o norte do Paraná, e requiseram uma estrutura tanto ferroviária quanto portuária para uma maior eficiência na exportação do produto. Os portos do Rio de Janeiro, e principalmente Santos, prosperaram e o café se transformou na base da economia brasileira, assim permanecendo até o início dos anos 60. Hoje em dia a erosão e o enfraquecimento da terra levaram o café ao noroeste do Paraná, especialmente ao redor de Londrina, ao Mato Grosso e a novas áreas em Minas Gerais. No lugar do café, São Paulo desenvolveu produtos de exportação mais estáveis e lucrativos. O estado de São Paulo é atualmente o maior produtor de cana-de-açúcar e laranja do país (suco de laranja concentrado é um dos principais produtos de exportação), e também produz grandes quantidades de algodão, arroz, amendoim, soja e outros produtos agrícolas. Numerosas cidades de pequeno e médio porte como Ribeirão Preto, Limeira, Jaú, Jundaí ou Campinas têm prosperado nestas áreas agrícolas. Algumas, como Campinas e Jundaí, também se desenvolveram em importantes centros industriais. Atualmente, Minas Gerais e Paraná são os dois maiores produtores de café e, apesar do Brasil continuar a ser o maior exportador do mundo, o produto é responsável por menos de 10% do valor das exportações. (Knup, Introdução ao Brasil, U of NM, 1988)